A construção de Presídios “modelos” como solução a crise

O Presidente Michel Temer – PMDB, declarou em um evento no Estado do Rio Grande do Sul nesta segunda feira, que a crise carcerária no Brasil está o obrigando a construir mais presídios.

A crise no sistema penitenciário brasileiro deflagrada no inicio de 2017, trouxe a tona um tema que a muito andava esquecido, a realidade carcerária e da segurança pública no Brasil.

Com presídios super lotados e um Estado incapaz de ressocializar seus tutelados a construção de mais presídios parece a solução mais imediata e eficaz possível para resolução desse caos social, no entanto este momento pode ser também um ponto de mutação na história do sistema penitenciário do nosso país.

A necessidade de reforma no sistema prisional é evidente e pode ser observada em todas as páginas policiais do pais. O governo federal tem suas mãos nesse momento a oportunidade de dar inicio a está reforma e garantir para as próximas gerações a redução da população carcerária, bem como a real ressocialização daqueles que praticaram crimes e ofenderam a sociedade.

A construção de novos presídios deve ser precedida de estudos rigorosos na esfera da educação e na possibilitação do preso exercer sua força de trabalho e estudar inicialmente no interior dos presídios, objetivando que este possa reconhecer que a mudança só existirá através da educação e está sim poderá recuperar e proporcionar a ressocialização da nossa população carcerária.

A simples construção de novos presídios para integrar o nosso já falido sistema penitenciário, nos mesmo moldes daquilo que não deu certo não ira remediar o caos social existente no nosso país.

A mudança precisa ser iniciada, precisa dar-se o primeiro passo, construir instalações que propiciem ao encarcerado o estudo e o trabalho em turnos alternados, celas individuais somente para seu merecido descanso, afastando o ócio e proporcionando bons momentos de reflexão.

É claro que não se trata da solução final para a questão penitenciária do Brasil, mas é o primeiro passo. Em ação conjunta a isso o Estado deve está presente nas periferias, com escola, saúde de qualidade e segurança pública. O meio interfere na formação do caráter e personalidade do ser humano, uma criança que cresce em meio a marginais armados, traficando drogas, roubando e matando, tende a se espelhar nessas atitudes, a presença do estado deve ser efetiva para se evitar a perda dessas vidas.

O caminho é longo e tortuoso, mais é possível, e o povo brasileiro acredita que esse País ainda tem solução.