A educação do Brasil é uma das piores do mundo, segundo estudo.

Apesar do aumento de 10% em investimentos na educação, Brasil ficou na 63º posição entre os 70 países avaliados, superando apenas Peru, Líbano, Tunísia, Macedônia, Kosovo, Argélia e República Dominicana.

Em um ano marcado por ocupações em escolas e greves nas universidades, o estudo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) demonstrou que a revolta dos estudantes é fundamentada por um dos piores cenários educacionais de todo o globo. A educação brasileira ficou nas últimas posições nas três áreas avaliadas pelo estudo, inclusive perdendo pontos em relação à última avaliação, que foi realizada em 2012.

Em Ciências, principal pilar do estudo, o país caiu de 405 para 401 pontos. A média dos países avaliados foi de 493. Nesse setor, a posição do Brasil também caiu. Em 2012, quando eram avaliados 65 países, ele estava no lugar 59 do ranking e agora ocupa a 63º posição. Os primeiros lugares foram para Singapura, Japão e Estônia.

Em Leitura (textos e linguagem) a pontuação do país caiu de 410 para 407 pontos. A média foi de 493. Tal representou uma queda da posição 55º para a 59º no ranking. Cingapura, Hong Kong e Canadá dominaram essa área do conhecimento.

Mas o pior resultado foi quanto à matemática: o país perdeu 7 pontos, caindo para 377 e atingindo a pior posição da América Latina. A média dos países foi de 490 pontos. Com isso, o Brasil ficou na posição 66 do ranking. Cingapura, Hong Kong e Macau ficaram com as primeiras colocações.

O que fazer?

Ainda que maiores investimentos sejam necessários, os baixos investimentos não explicam, sozinhos, a péssima situação do país no cenário internacional.

Países com menores investimentos conquistaram melhores posições que o Brasil, como Colômbia, México e Uruguai. O Chile, que teve um gasto ligeiramente maior no setor, obteve uma pontuação muito melhor em Ciências, com 477 pontos.

O Brasil, inclusive, aumentou seus investimentos de 32% para 42% sem apresentar melhores resultados.

Especialistas avaliam que o aumento dos investimentos é realmente necessário, mas devem ser acompanhados de outras mudanças. Por exemplo, é fundamental valorizar a carreira do professor e rever a forma como as disciplinas são ensinadas.

Para valorizar o professor, seria necessário não somente aumentar os salários, mas também aumentar os requisitos para que alguém consiga graduar-se na carreira. A própria grade dos cursos de pedagogia também deve ser mudada: é preciso que o professor aprenda a ensinar e não perca tanto tempo focado em matérias fundamentais, como Sociologia e História da Educação.

Ao mesmo tempo, é necessário que os alunos sejam ensinados a pensar antes de decorar conceitos. Os estudantes brasileiros receberam maiores pontuações nas avalições que exigiam conceitos e menores naquelas que exigiam o raciocínio lógico.

Fontes:
http://bit.ly/2ggSDng
http://bit.ly/2he47ts