Asiáticos lideram o ranking da educação

A educação é um assunto que sempre está pauta no cotidiano. Traçar um planejamento eficaz nessa área pode gerar inúmeros frutos para uma sociedade que estabeleça a educação como ponto de partida para reflexos positivos no futuro.

O último ranking divulgado pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), no entanto, mostra que o Brasil está capengando no assunto, enquanto que o continente asiático lidera com folgas este assunto. O maior destaque fica por conta de Cingapura, cidade líder indiscutivelmente em educação.

O estudo mediu o desempenho de mais de 500 mil jovens, de 15 a 16 anos, em mais de 70 países e territórios. A prova, aplicada em 2015 no Brasil e gerida pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), constatou que os dez países que melhor tratam a educação são Cingapura, Japão, Finlândia, Canadá, China, Macau, Taiwan, Hong Kong, Estônia e Vietnã. Ciências, Leitura e Matemática foram os itens cobrados e posteriormente analisados.

A avaliação, realizada a cada três anos, tem por objetivo traçar um perfil dos estudantes de todos os continentes. São mapeados conhecimentos e habilidades de cada um deles, dentro de uma variável que também aborda o perfil demográfico e social dos países que participam do processo. O estudo, muito bem quisto por autoridades da educação, serve como indicador do sistema de ensino aplicado por cada respectivo país.

América Latina apresenta resultados negativos

Peru e Colômbia foram os países latino americanos que melhor se saíram no teste. Em Ciências e Matemática, ambas as nações apresentaram uma pequena melhora em relação à prova anterior. No entanto, no cômputo geral, os países da América do Sul, Norte e Central seguem tendo um desempenho muito aquém do dos países que lideram esse tipo de avaliação, fator que serve de alerta para o meio político e social.

A cidade melhor colocada do continente foi Buenos Aires, capital da Argentina, que figurou 38º lugar em Ciências.

Medidas a serem tomadas

Andreas Schleicher, especialista em educação, enumerou ações que devem ser tomadas com urgência pelos governantes, de modo a recuperar o sistema educacional do continente.

De acordo com ele, a desigualdade observada no continente é a grande vilã dos péssimos resultados obtidos. No entanto, ela deve ser encarada de modo como faz o Peru, país que coloca colégios públicos e privados dentro de um mesmo plano, sem distinções sociais, econômicas e raciais.

Investir na profissionalização dos professores é outro elemento essencial, segundo Schleicher. Tornar a profissão mais atraente do ponto de vista intelectual é fundamental.
Melhorar o ensino pré escolar, oferecendo um ambiente de melhor aprendizagem, e focar na profundidade do conhecimento também são medidas simples, mas que porém podem trazer resultados imensuráveis dentro de um período pré estabelecido.

Para ler mais detalhes a respeito do assunto, acesse: http://bit.ly/2gESc88