Em 2017 será lançado o Plano Nacional de Internet das Coisas

Cada vez mais o conceito de internet das coisas está se moldando para a viabilidade. As aplicações de ter diversos dispositivos ligados a rede e a data centers são inúmeras. Ao reunir conectividade, tratamento de dados, monitoramento, armazenamento, revoluciona a indústria em mais diversos segmentos e modifica a vida das pessoas.

Atualmente quando acessamos sites na internet, dizemos a rede o que nos interessa e o que precisamos. O navegador armazena esses padrões em cokies. Dessa forma ao navegar pela nuvem, nos surpreendemos com anúncios direcionados ao que estávamos procurando. Em algumas lojas virtuais, esses produtos já estarão visíveis na página principal, se reorganizando de acordo com as informações que nos mesmo enviamos involuntariamente.

A internet das coisas poderá aumentar esse conceito de personalização a outro patamar. Tendo informações muito especificas sobre o hábito de consumo e necessidades dos indivíduos conectados. Como por exemplo, através de um relógio ligado a nuvem, informações como quanto de distancia uma pessoa caminha por dia, o trajeto que ela faz seus batimentos cardíacos, que locais ela frequentou. A geladeira poderia mandar dados de como esta a alimentação dos indivíduos, quanta comida se desperdiçou na casa, e quando será necessário fazer compras. Um tênis pode informar o tipo de pisar de uma pessoa e monitorar o desgaste do solado.

A saúde com certeza se beneficiará muito, pois médicos poderão ter informações em tempo real sobre o estado dos seus pacientes, assim como o dimensionamento e predição de riscos em tempo real, nas profissões de alta peculiaridade, como a mineração.

Não da para dimensionar exatamente até onde a tecnologia já é capaz de fazer ao conectar “as coisas”, mas é impossível não levantar a discursão sobre para onde essa quantidade de dados será enviada, como as empresas se portarão com tanta informação, e até onde essa modernidade poderá ultrapassar a linha da privacidade. Outro risco também são os ataques cibernéticos, como os dispositivos estariam vulneráveis a hackers.

Por causa disso, ainda em 2017 poderá ser lançado o Plano Nacional de internet das coisas por iniciativa do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicação, MCTIC, e após o estudo de possibilidades no setor tecnológico através do Termo de Cooperação

 

Institucional com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, assinado em dezembro de 2016.

 

Entre as finalidades do plano estão a padronização dos sistemas, pois para aparelhos se conectarem devem possui o mesmo tipo de rede e conectividade. Criação da legislação sobre a privacidade, muito importante para definir em que condições as empresas poderão absorver as informações geradas pelo usuário. Inseridos nesse contexto a segurança e direitos do consumidor, e o plano de programa de financiamento da internet das coisas. O plano Nacional de Internet está previsto para março de 2017.