Estudo diz que déficit de atenção está relacionado com a falta de sono

Segundo um estudo realizado em Amsterdam, na Holanda, uma noite mal dormida e déficit de atenção estão relacionados diretamente em 75% dos casos analisados.

Segundo o Centro Médico Universitário – VU, localizado na Holanda, pacientes que sofrem de TDAH poderão passar por novas formas de tratamento que dispensam fármacos, trabalhando os padrões do sono nas pessoas e a luminosidade na hora de dormir.

Já é conhecido pela ciência que o TDAH – Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade – sofridos por muitas pessoas têm ligação com problemas para dormir que essas pessoas enfrentam. A questão é que, esses problemas eram tratados de formas diferentes e seguiam diagnósticos diferentes, mas são praticamente o mesmo problema. Esse novo estudo, que foi divulgado após um encontro da Sociedade Europeia de Neuropsicofarmacologia realizado na França, diz que o fator principal para o surgimento da TDAH é na verdade a falta de sono, que pode ser crônica ou por algum fator passageiro.

“A maioria das pessoas com TDAH apresenta padrões semelhantes de dificuldades para pegar no sono e levantar de manhã, o que causa cansaço ao longo do dia e comprometimento nas funções cotidianas. A duração do sono dessas pessoas geralmente é curta devido às obrigações matinais como trabalho ou escola e essa falta de sono parece aumentar a gravidade dos sintomas do TDAH”, explica a pesquisadora do Centro Médico da Universidade VU e responsável pelo site Medical News Today, Sandra Kooij.

Na relação sono e TDAH, o que sugerem as evidências é que aparentemente são “dois lados da mesma moeda”, diz a pesquisadora. A fisiologia de uma pessoa que sofre de TDAH é mais lenta em média de uma hora ou mais. A melatonina dessas pessoas apresentou níveis inferiores seguidas de perturbações de movimentos em noites de sono. Ou seja, são pessoas que não dormem bem devido aos aspectos de movimento, temperatura do corpo, que sofrem da síndrome das pernas inquietas e apneia do sono. São muitos os agravantes que contribuem para o déficit de melatonina e de atenção.

“Se essa associação se confirmar, ainda restará a pergunta: é o TDAH que causa a falta de sono ou o contrário? E poderemos ser capazes de tratar alguns pacientes com o transtorno com métodos não-farmacológicos, como alterações na claridade ou nos padrões de sono e também prevenir o impacto negativo da privação crônica do sono?”, explica Kooij.