Flavio Maluf reporta sobre a possível aquisição da Fnac do Brasil pela Saraiva

Após os boatos de que a Fnac deixaria o mercado brasileiro e o comunicado oficial da empresa afirmando que continuará no Brasil mas que está à procura de um sócio, tudo indica que a Saraiva lidera as apostas para ser uma possível compradora do negócio, informa Flavio Maluf.

De acordo com a agência Reuters, a Saraiva, uma das principais concorrentes da Fnac, teria demonstrado interesse em assumir o mercado brasileiro da rede varejista francesa, cujo foco também está na venda de livros e eletrônicos. Esse processo de aquisição tem sido tratado como sigiloso, mas a Fnac-Darty já admitiu ter contratado o Banco Santander Brasil para prestar os serviços de assessoria financeira durante o caso.

Também segundo foi noticiado pela Reuters, o Santander já está estabelecendo contato com vários investidores em potencial, incluindo grupos como General Atlantic LLC, Advent International, HIG Capital LLC e a Península Participações, responsável pelo controle da fortuna do empresário Abilio Diniz, reporta Flavio Maluf.

Crise entre as grandes varejistas de livros

Essa crise entre as gigantes varejistas de livros é uma tendência que tem se agravado cada vez mais nos últimos anos, tanto no Brasil, como também no exterior. Esse modelo de negócios tem sido um dos mais prejudicados pelas mudanças recentes no comportamento dos consumidores, e, além disso, ainda precisam competir com a grande concorrência da Amazon.

A Fnac atua no mercado brasileiro a aproximadamente duas décadas, tendo atualmente 12 lojas espalhadas pelo país. As vendas brasileiras representam cerca de 2% das vendas anuais do grupo, as quais estão estimadas em 7,4 bilhões de euros, noticia Flavio Maluf. Todavia, devido a esse movimento de contração das vendas durante os últimos anos, a empresa possui em caixa o bastante apenas para se manter com o seu atual capital de giro, precisando de recursos vindos de fora para conseguir aumentar o seu negócio.

Essa crise nas grandes varejistas de livros tem se tornado uma realidade cada vez mais presente no Brasil. No início do ano de 2017, a Livraria Cultura, que também vem enfrentando um período de dificuldade, negou publicamente que estivesse negociando uma possível venda para a Saraiva.

Já a Saraiva, por sua vez, para se manter competitiva no mercado, tem investido cada vez mais na ampliação do seu público-alvo, apostando na venda de outros produtos como eletrônicos e games, deixando os livros para segundo plano, informa o empresário Flavio Maluf.

Fundada em 1914, na cidade de São Paulo, por Joaquim Ignácio da Fonseca Saraiva, a Saraiva se tornou com o passar das décadas a maior rede de livrarias do país, e conta atualmente com cerca de 80 lojas por todo o Brasil. Uma das estratégias de mercado da empresa foi a decisão de não se expandir para outros países e investir no público brasileiro e na inauguração de um número cada vez maior de lojas em território nacional, reporta Flavio Maluf. Com dezenas de milhões de livros vendidos anualmente, a Saraiva é uma das redes varejistas de livros mais bem-sucedidas da atualidade, apesar do período difícil para esse segmento.

 

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