No próximo ano, salário mínimo deverá ser de R$ 979, diz ministro do Planejamento

 

Resultado de imagem para salario minimo

A estimativa desse valor de R$ 979 não partiu de qualquer pessoa, mas do próprio ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, no dia 7 de abril, durante uma coletiva de anúncio da meta fiscal para o ano seguinte, 2018.

Segundo ele, a previsão é de um aumento de 4,5% sobre o valor atual do salário mínimo, que está em R$ 937. E o ministro ainda completa, sobre o aumento previsto, ser então um resultado da regra atual sendo aplicada. Já quanto à meta fiscal para o ano que vem, na mesma coletiva, foi anunciado um déficit primário, para o Governo Central, o que inclui aí o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, num total de R$ 129 bilhões.

 

Serão as metas apresentadas realmente consistentes?

Segundo o ministro do Planejamento, sim, considerando-se o histórico de arrecadação. Para Dyogo Oliveira, o ajuste fiscal ocorrerá sem tanta recorrência ao aumento de receitas, mas priorizado pelo corte de despesas de 20% do PIB, no ano passado, até 18%, no ano de 2020.

Sobre a revisão da meta fiscal do ano seguinte ao atual, 2018, o ministro destacou que isso só demonstra a iniciativa de transparência por parte da equipe econômica, quanto à política fiscal e seus respectivos números apresentados.

Nesse sentido, ele ainda reforçou o objetivo que têm de apresentar metas que sejam “críveis”, para que aumente assim a credibilidade sobre a forma que vêm conduzindo a política fiscal. E lembrou também que, antes da revisão da meta, o número de déficit que se tinha era de R$ 79 bilhões.

Questões sobre a revisão da meta destacadas pelo ministro

Foi reforçado ainda por Dyogo Oliveira, que essa revisão da meta demonstra claramente a existência de um efeito que chamou de “atraso da resposta das receitas”. Confirmou também que permanece a certeza de que as empresas estarão acumulando créditos fiscais ao entrarem no ano de 2018.

O ministro deu também a afirmação de que está sendo mantida estável, se comparada com a deste ano, a arrecadação do ano seguinte. Segundo ele, apesar da terem uma recuperação considerada para o ano que vem, o nível de atividade não impactará na arrecadação de uma forma imediata.

Destacou Dyogo Oliveira, por fim, sobre a questão de despesas, que a conta do teto dos gastos leva a existir uma limitação para essas, o que se constitui numa contenção natural. Completou dizendo ser a partir de 2019 que haverá composição de receitas, pelo o que consideraram eles, porém, sem que retorne aos níveis iguais aos de 2011, com uma receita de 2% superior à do ano atual.