O tratamento para o câncer de pulmão ganha mais um aliado

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), liberou mais um medicamento para o tratamento de câncer de pulmão. A droga melhora o sistema imunológico do paciente. O medicamento é de alto custo e ainda não está disponível na rede pública.

A decisão permite que o medicamento seja usado como a primeira opção de tratamento para o câncer de pulmão em estágio avançado. A substância tem um nome complicado, Pembrolizumab. Esse medicamento não combate à doença diretamente, mas favorece o sistema imunológico.

“Esse novo tipo de abordagem com o uso desse medicamento, não atua diretamente sobre o tumor, o que o medicamento faz é liberar uma ação mais efetiva do sistema imunológico para combater um tumor que já estava latente, mas que de alguma forma bloqueado”, diz o oncologista, Igor Snitcovsky.

O objetivo é aumentar o tempo e a qualidade da vida dos pacientes. A grande vantagem do medicamento é provocar efeitos colaterais mais leves do que os sentidos durante a quimioterapia.

Esse medicamento já era usado no tratamento do câncer de pele e estima-se que seria uma alternativa para 3 em cada 10 pacientes com câncer de pulmão, mas é uma alternativa cara, pois um mês de tratamento custa R$ 40 mil e, pelo menos, nesse início a rede pública não dará cobertura.

“A ideia desse tratamento é que ele seja feito a cada três semanas até o tumor deixar de responder. Então o paciente pode ficar sendo tratado por mais de 1 ou 2 anos eventualmente. Não é um medicamento curativo, é sim um avanço, mas não é curativo”, diz Igor.

Características do câncer de pulmão

O câncer de pulmão tem as suas causas diretamente ligada com a poluição atmosférica segregada pelas grandes cidades, o consumo de tabaco e de outras substâncias tóxicas também são relevantes para o surgimento de várias formas de câncer. No caso do câncer de pulmão, biologicamente o tumor de pulmão é mais agressivo, sendo que nos primeiros estágios ele não demonstra sinais ou sintomas.

A maioria dos casos de câncer no pulmão, somente recebem um diagnóstico da doença em estágios muito mais avançados, onde o tratamento tende a responder com menos eficácia. Ele pode até vir a se espalhar por outras regiões do corpo sem que a pessoa saiba a curto prazo. Assim que um paciente receber o diagnóstico de câncer de pulmão, ele deverá passar por uma bateria de exames em busca de diagnosticar possíveis focos da doença em outras regiões do corpo.

“Um nódulo muito pequeno pode desenvolver metástase em curto período de tempo e ser diagnosticado em estágio avançado ou metastático. As principais áreas para onde a doença migra, são os linfonodos – gânglios nas regiões próximas do mediastino – fígado, ossos e cérebro”, explica o oncologista, Marcelo Cruz.