Psicose: Novos estudos contra argumentam inteligência e brilhantismo em psicopatas

A ideia que se têm de um psicopata entre a comunidade científica é de um brilhantismo e inteligência além do normal. Na concepção geral, o psicopata é sedutor, tem um QI elevado e usa dessas artimanhas para atrair vítimas vulneráveis por exemplo.

Porém, estudos recentes apontam para outra direção, levando a um estudo profundo sobre as características e personalidade de uma pessoa diagnosticada com psicose.

Estatísticas comprovam que, 1% da população sofre de psicose, e dentro dessa porcentagem, alguns serão propensos a matar, ou em casos mais leves, infringir leis sem sentir a culpa resultante disso.

Filmes retratam a tempos a maneira como um psicopata age no dia-a-dia: Manipula facilmente sua vítima, é comunicativo, tem a famosa lábia para chegar a um objetivo e quando o alcança, descarta o que ficou para trás.

Existem diferentes graus de psicopatia. Para ser diagnosticado como tal, o paciente se submete a vários testes, para detectar traços de personalidade que os distingue: Frieza, insensibilidade, irritabilidade em excesso ou agressividade, e impetuosidade.

O psicopata leve pode ser aquele colega de trabalho que não se importa nenhum pouco de puxar o tapete do profissional ao lado para conseguir subir de cargo. Ou aquele homem (ou mulher) impulsivo que se desdobra para ganhar o coração de seu par, é cavalheiro, um amante exímio, e geralmente tem a capacidade de conseguir tudo o que quer. Porém quando atinge seu objetivo, passa a tratar a mulher (ou o homem) com desprezo, frieza e não tem a mínima preocupação em deixar o relacionamento para trás para investir em um novo desafio amoroso. Geralmente este tipo de psicopata não tem sentimentos de arrependimento ou compaixão, levando-o a repetir os mesmos erros vez após vez achando sempre que tem razão.

O psicopata em grau moderado pode infringir leis sem o menor pudor. É agressivo e pode cometer vários tipos de delitos. Pode chegar a agredir pessoas por problemas ínfimos e nunca se sentem culpados. Não demonstra misericórdia com animais, podendo até mesmo matar alguns tipos de bichos sem piedade.

O psicopata grave pode comete homicídios. Pode matar outro ser humano com a mesma facilidade que corta um pedaço de carne em seu prato.

Filmes ou documentários geralmente retratam os psicopatas como alguém com inteligência fora do normal, porém um estudo recente realizado por pesquisadores britânicos e americanos pode apresentar o psicopata por um prisma diferente. O pesquisador Brian Boutwell, da Universidade de Saint Louis deu uma entrevista comentando o assunto para a New Scientist:

“Psicopatas são impulsivos, têm problemas com a lei e frequentemente se machucam. Isso me levou a pensar que eles não são excessivamente inteligentes”

Em suma, foram analisados 187 perfis de pessoas consideradas psicopatas, dentre empresários de sucesso e presos em penitenciárias do pais. O resultado: Inteligência abaixo da média. Nada evidenciou que pessoas portadoras da psicopatia estavam acima da média no quesito inteligência.

O resultado da pesquisa, segundo os envolvidos, pode e muito ajudar no desenvolvimento de tratamento e reabilitação para os psicopatas.

“Se eles têm menos inteligência, você pode dizer que eles são propensos a atacar de novo, ou você pode dizer que se eles têm dificuldades cognitivas, uma sentença mais longa não vai ajuda-los. Você pode argumentar em ambas direções”, conclui Boutwell.

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