Relembre a trajetória do baterista Cassio Audi e da banda de metal Viper

A banda Viper alcançou o seu auge em meados dos anos 80, mas antes disso acontecer, o grupo trilhou um longo caminho rumo a fama. No início, a formação original consistia nos músicos Felipe Machado, Yves Passarell e Pit Passarell, que se conheceram por serem vizinhos em Santa Cecília. Assim, o primeiro desafio da banda foi escolher um nome adequado, o qual só foi escolhido após outras alternativas como Dragon e Rock Migration terem sido consideradas.

Logo que começou a ser contratada para as suas primeiras apresentações, a banda decidiu investir na sua profissionalização, adquirindo instrumentos de nível superior e investindo em sua preparação técnica. Essa experiência adquirida fez com que os três músicos percebessem que precisavam de um baterista no grupo, o que os levou a chamar Cassio Audi para se unir ao Viper.

Em 1984, o Viper já era conhecido regionalmente e havia conquistado boas colocações em alguns festivais de talento, tendo inclusive algumas músicas de autoria própria que conquistaram fãs para a banda. Nesse período, o talentoso vocalista Andre Matos também se juntou a Cassio Audi, Yves Passarell, Felipe Machado e Pit Passarell, contribuindo para elevar o grupo a um patamar além.

Com essa formação, os músicos fecharam contrato com a gravadora Rock Brigade e tiveram os meios necessários para produzir o seu primeiro álbum de estúdio, nomeado de “Soldiers of Sunrise”. Vendido nas lojas a partir do ano de 1987, esse trabalho lançou sucessos como “Law of the Sword” e “Signs of the Night”, que foram aclamadas pelos fãs por sua batida contagiante e refrões que levantavam a galera que curte o estilo do heavy metal.

Na música responsável por dar nome ao álbum, “Soldiers of Sunrise”, o grande destaque são as variações da canção, que evolui e surpreende, especialmente na bateria de Cassio Audi, que comanda o espírito contagiante do som. Com tantos sucessos, o primeiro álbum do Viper conseguiu vender além do imaginado e projetou a banda internacionalmente. Com isso, o grupo recebeu convite para assinar um novo contrato com uma gravadora maior, a Eldorado.

Com uma legião de admiradores em vários outros países além do Brasil, podendo destacar especialmente o caso do Japão, o Viper teve a chance de fazer shows internacionais, o que ressalta o sucesso e a dimensão do grupo nesse período. Entre os fãs japoneses, a banda chegou a vender mais cópias do que o Nirvana, uma meta muito difícil de ser alcançada. Desse modo, Andre Matos, Felipe Machado, Cassio Audi, Pit Passarell e Yves Passarell se tornaram referência em heavy metal no Brasil e se estabeleceram como músicos de grande sucesso.

Atualmente, é possível perceber que todo o prestígio do Viper foi resultado do talento singular dos integrantes da banda, que juntos conseguiram criar um estilo de música próprio e repleto de personalidade, diferente dos outros grupos de metal que despontavam no país. Em especial, a guitarra de Yves Passarell e a bateria de Cassio Audi na bateria foram diferenciais que contribuíram para a projeção do Viper a nível nacional e internacional.