SUS introduz dois novos medicamentos no tratamento de Parkinson em 2018

A partir de novembro de 2017, o SUS – Sistema Único de Saúde – passou a contar com dois novos tipos de medicamentos usados para o tratamento de Parkinson. O total do valor investido foi de R$ 17,91 milhões para a introdução da Clozapina – 25mg e 100mg – e da Rasagilina – 1mg, com a proposta de agregar mais qualidade no tratamento e na vida dos pacientes tratados pela rede pública de saúde. Dados do Ministério da Saúde apontam para o número de 200 mil pessoas em todo o Brasil portadores da doença.

A expectativa de inclusão desses medicamentos varia de acordo com as datas previstas, sendo que a Rasagilina deve ser introduzida na rede pública em fevereiro de 2018. Esse medicamento é focado em pacientes que iniciaram o tratamento em fases iniciais do Parkinson. A Clozapina já vem sendo utilizada pelo SUS para o tratamento de bipolaridade e esquizofrenia, e agora será utilizada também como tratamento do Parkinson em pacientes com sintomas psicóticos.

Houve uma aprovação do uso dos dois medicamentos junto a Conitec – Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, que utiliza como base solicitações realizadas junto a Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. A publicação da portaria que regulamenta a utilização dos dois medicamentos na rede pública de saúde para o tratamento de Parkinson no Brasil, foi publicada no dia 9 de novembro de 2017 pelo DOU – Diário Oficial da União.

O documento que rege as principais diretrizes e especificações perante ao uso dos medicamentos como forma de tratamento para o Parkinson (Protocolo de Tratamento para Parkinson), foi criado em 2002 e sofreu alterações em sua edição final antes de ser publicado.

Segundo dados da OMS – Organização Mundial da Saúde, o número de pessoas portadoras da doença chega a 1% em todo o mundo. O Parkinson desenvolve problemas neurodegenerativos que levam a problemas de locomoção motora, tremores, hipertonicidade muscular, atraso nas respostas e reflexos lentos, postura descoordenada com alterações visíveis, e em alguns casos podem ser observados psicose no desenvolvimento da doença a médio e longo prazo.