Os riscos da pré-eclâmpsia na gravidez, tanto para o bebê quanto para mãe

Atualmente, o índice de mortalidade ligado à pré-eclâmpsia no Brasil é de quase 65 óbitos maternos para cada 100 mil nascidos vivos, sendo considerado um número acima da meta firmada com a ONU – Organização das Nações Unidas – que é de 30 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos até o ano de 2030. Segundo informações do Ministério da Saúde, 20% desses casos estão relacionados com as doenças hipertensivas.

A pré-eclâmpsia é uma doença que pode aparecer tanto na gestação quanto no pós-parto, caracterizada por aumento da pressão arterial associado a alguma disfunção de órgãos (cérebro, fígado, rim) e presença de proteína na urina. Dessa forma, uma falha ocorre no momento em que a placenta penetra no útero materno e causa uma modificação dos vasos placentários, com o aumento da pressão e outras alterações.

A ginecologista e obstetra Fernanda Mauro, do Grupo Perinatal do Rio de Janeiro, explica que a causa dessa doença é desconhecida, porém multifatorial. Há fatores de risco para pacientes desencadearem essa doença, como pré-eclâmpsia na gestação passada, o Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 25, diabetes, hipertensão crônica, gestação múltipla, lúpus, histórico familiar, dentre outros.

Os sintomas acontecem, geralmente, a partir da 20ª semana de gestação, quando a placenta pode apresentar uma perda de função, além da retenção hídrica elevada do paciente. É comum também em pacientes que tem predisposição a trombose, conhecidas de trombofilias, como síndrome antifosfolípede, e nas mulheres com mutações que propiciam a coagulação do sangue, tendo o aumento do consumo de sódio um agravante.

Com efeito, mulheres que apresentaram pré-eclâmpsia na primeira gravidez, o risco diminui na segunda gestação se o pai for o mesmo, uma vez que surge uma adaptação imunológica da mãe ao DNA dele. No entanto, alerta-se que o aumento da pressão arterial antes das 20 semanas também já pode ser um sinal. A Universidade de Pittsburgh, nos EUA, realizou um experimento com mais de 8 mil mulheres e identificou que o risco aumentou em 42% entre aquelas que apresentaram pressão alta no primeiro trimestre da gestação.

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