Uerj faz pesquisa sobre a saúde mental dos brasileiro durante a quarentena

Uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mostrou que os problemas de saúde mental dos brasileiros estão aumentando nesse período em que se enfrenta a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Coordenado pelo professor Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da instituição — e em parceria com o Dr. Matthew Stults-Kolehmainen, do Yale New Haven Hospital, dos Estados Unidos — o estudo é sobre o comportamento da população durante o isolamento, e começou logo depois da decretação da quarentena no País.

Para a pesquisa, foram entrevistadas — através de um questionário online com mais de 200 perguntas — 1.460 pessoas, distribuídas pelos 23 estados de todas as regiões do Brasil, em dois momentos específicos: do dia 20 ao dia 25 de março; e do dia 15 ao dia 20 de abril.

“A prevalência de pessoas com estresse agudo na primeira coleta de dados foi de 6,9% contra 9,7%, na segunda. Para depressão, os números saltaram de 4,2% para 8,0%. Por último, no caso de crise aguda de ansiedade, vimos sair de 8,7% na primeira coleta para 14,9%, na segunda coleta”, pontuou o professor Filgueiras, em reportagem publicada no site da Uerj no dia 5 de maio.

A matéria também explicou que, conforme os dados que foram analisados, as mulheres são um grupo mais propenso a sofrer com estresse e ansiedade durante a quarentena do que os homens — e que dentre os fatores de risco para essas doenças estão a alimentação desregrada, o sedentarismo, ausência de acompanhamento psicológico, doenças preexistentes e a necessidade de sair de casa para trabalhar. “Já para depressão, as principais causas são idade mais avançada, ausência de crianças em casa, baixo nível de escolaridade e a presença de idosos no ambiente doméstico”, acrescentou o texto da universidade carioca.

Em contrapartida, algumas boas notícias também foram registradas — a pesquisa coordenada por Alberto Filgueiras apontou que quem buscou psicoterapia pela internet apresentou menores índices de estresse e ansiedade. Da mesma forma, quem conseguiu praticar exercício aeróbico teve melhores resultados em comparação com aqueles que não fizeram nenhuma atividade física ou, mesmo, que praticaram apenas atividade de força.

Segundo a reportagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o estudo terá continuidade enquanto durar a quarentena — com novos ciclos de aplicação do questionário.

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