Dono da marca Dolly, Laerte Codonho, diz que obras foram permitidas em área de preservação

De acordo com o empresário Laerte Codonho, o empreendimento estava construindo, uma distribuidora de água mineral, possui as devidas autorizações para a retirada de parte da Mata Atlântica em uma área de preservação na cidade de São Lourenço da Serra, interior de São Paulo. O executivo declarou que desde que comprou o imóvel, obteve a autorização para executar o envasamento de água mineral e realizar obras na região para montar uma fábrica capaz de trazer emprego e renda ao município.

Em função do desmatamento praticado, Laerte Codonho garantiu que houve uma compensação através do plantio de outras espécies. Portanto, as denúncias encaminhadas pelo Ministério Público foram uma surpresa para o empresário, que também disse acreditar que a grande competitividade do segmento de bebidas e refrigerantes no Brasil o tornam um alvo para denúncias sem qualquer embasamento.

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público de São Paulo, Laerte Codonho e os demais investigados nesse caso teriam destruído cerca de cinco hectares de Mata Atlântica em uma área próxima à rodovia Regis Bitencourt, que interliga São Paulo ao sul do Brasil. Além disso, o MP também chegou a solicitar a prisão preventiva do empresário.

No entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) se posicionou de forma contrária à essa solicitação do órgão. Para o juiz responsável pelo caso, Luiz Gustavo de Oliveira Martins Pereira, não existem motivos plausíveis que justifiquem que apenas o empresário aguarde pelo andamento do processo atrás das grades.

Nessa denúncia do Ministério Público de São Paulo, outros suspeitos também estavam sendo investigados por supostamente cometerem os mesmos delitos de Laerte Codonho, e o fato do empresário ser o proprietário do empreendimento não configurou como elemento extraordinário para justificar o seu encarceramento, de acordo com o juiz.

Na decisão do juiz Luiz Gustavo de Oliveira Martins Pereira, o magistrado também destacou que não houve regularidade na prática dos atos ilícitos, e que os supostos delitos não envolvem violência ou grave ameaça que justifiquem uma prisão. Por fim, ele também declarou que não há evidências de que Laerte Codonho possuía conhecimento ou estava de acordo com esses atos.

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