Atividade cerebral é mais intensa nas mulheres do que nos homens

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Um estudo de imagens do cérebro publicado no Journal of Alzheimer’s Disease em 2017, revelou que há diferenças entre a atividade cerebral dos homens e das mulheres. O estudo engloba 46.034 imagens de cérebros de tomografia computadorizada provenientes de nove clínicas. Os autores chegaram a uma conclusão que surpreenderia poucas mulheres: as mulheres possuem cérebros mais ativos que os homens.

A imagem computadorizada rastreia a atividade no cérebro, registrando perfusão de sangue em áreas específicas à medida que os indivíduos realizam várias tarefas ou estão em repouso. As imagens vieram de 119 voluntários saudáveis, bem como 26.683 pacientes que sofrem de uma série de questões psiquiátricas, incluindo transtorno bipolar, esquizofrenia, distúrbios psicóticos, distúrbios de humor, trauma cerebral e TDAH. O estudo analisou a atividade em um total de 128 regiões usando imagens basais em repouso contra imagens tiradas enquanto os indivíduos realizavam tarefas de concentração.

Daniel G. Amen, que é o principal autor do estudo, disse ao jornal que fez a publicação: “Este é um estudo muito importante para ajudar a entender as diferenças cerebrais baseadas em gênero. As diferenças quantificáveis que identificamos entre homens e mulheres são importantes para a compreensão do risco baseado em gênero para distúrbios cerebrais, como a doença de Alzheimer. O uso de ferramentas funcionais de neuroimagem, como o SPECT, é essencial para o desenvolvimento de tratamentos cerebrais de medicina de precisão no futuro“.

O estudo revelou que os cérebros das mulheres são mais ativos que os cérebros dos homens e envolvem mais áreas cognitivas. O córtex pré-frontal, que é o local para funções executivas superiores, como controle de impulsos e foco, é uma região em que as mulheres apresentam maior atividade. Isso pode explicar sua maior capacidade de colaboração, empatia, intuição e autocontrole.

As mulheres, no entanto, são muito mais propensas a desenvolver a doença de Alzheimer do que os homens, e desenvolver a depressão, que é suspeita de ser um precursor de Alzheimer, bem como transtornos de ansiedade. O aumento do fluxo sanguíneo das mulheres nas áreas límbicas também pode explicar sua vulnerabilidade à insônia, ansiedade, e distúrbios alimentares. Embora menos propensos a desenvolver a doença de Alzheimer, os homens são mais propensos ao TDAH.