Mulheres conquistam espaço na carreira científica

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O desafio de vencer competições é uma tarefa que exige muita dedicação para que o sucesso seja alcançado. Foi com muito esforço e competência que a brasileira Fernanda de Pinho Werneck, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), conquistou um prêmio de nível internacional.

Fernanda foi uma das sete cientistas escolhidas do programa “Para Mulheres na Ciência” na edição do ano de 2016. Para ajudar em suas pesquisas a jovem recebeu um apoio de 15 mil euros da Rising Talents.

O estudo da jovem cientista se baseia na interferência que ocorre na vida animal diante das mudanças climáticas. Entre os animais que fazem parte de seu estudo estão répteis, lagartos, anfíbios que estão mais sensíveis às mudanças que podem acontecer na temperatura.

Em sua pesquisa é abordado o risco que a população animal pode sofrer em regiões específicas como a Amazônia e o Cerrado Brasileiro e as demais regiões que podem fazer parte da transição desses dois biomas.

Fernanda conta que desde que começou a estudar biologia na escola sempre se interessou pelo assunto. Hoje em sua formação acadêmica ele conta com um doutorado em Biologia Integrativa na Universidade Brigham Young nos Estados Unidos. Em sua trajetória ela relata que já teve sua capacidade subestimada, mas que teve apoio para obter experiência em estágios para trabalhos na Amazônia.

Segundo uma pesquisa 30% dos profissionais da área de pesquisa são mulheres. De acordo com um relatório da BCG (Boston Consulting Group), 35% de mulheres entram em um curso universitário científico, enquanto os homens representam 77% dos alunos que ingressam em um curso dessa categoria. Quando se trata de obter o almejado diploma, as mulheres estão com 18% das que concluem o seu curso.

Algumas barreiras existem no ambiente científico para as mulheres como a desigualdade, salário menor, ter o desejo de formar uma família e a dificuldade de ter um apoio durante os seus estudos. Em uma pesquisa realizada pelo instituto OpinionWay, existe um dado que demonstra a falta de incentivo para as mulheres na carreira científica, a pesquisa que foi feita em vários países da Europa no ano de 2015, demonstrou que 67% dos europeus não acham que as mulheres teriam a capacidade de conseguir ser cientistas de alto nível. Entre os prêmios Nobel apenas 3% da área científica são de mulheres.

Existe um crescimento no Brasil no número de mulheres que estão publicando artigos científicos, que é uma forma de obter uma boa reputação na área. Nos últimos 20 anos, houve um aumento 20% de publicações de acordo com um estudo da Gender Global Research Landscape. No país as mulheres representam 49% do total de artigos científicos que são publicados, o que demonstra um equilíbrio no cenário nacional.