Povoado submerso a decadas é exposto por causa da seca

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Uma região da Europa esta sendo atingida por uma grave seca. Tal condição revelou indícios de uma antiga aldeia ao norte da Espanha. Por causa do levantamento de uma represa, Mansilla de la Sierra teve que ser desabitada em 1959. Quase seiscentos anos depois, ela esta novamente exposta.

Já era possível ver a torre da igreja dessa antiga aldeia no final do verão, mas a estiagem da neve ocorrida no ultimo inverno, somado a escassez de chuvas no ultimo trimestre, culminaram no baixo nível do reservatório de Mansilla. O menor já alcançado ate hoje. Misero 14,7% da sua totalidade.

Os idosos da cidade chegaram a conhecer esse povoado, alguns inclusive chegaram a viver nele antes de serem removidos para as regiões adjacentes. Para eles foi como emocionalmente voltassem no tempo.

— Os mais velhos caminham pelas ruas da cidade natal com emoção, porque estão ansiosos para contar aos netos onde estavam as casas que viviam — comentou uma moradora à agência EFE. — Mas também porque sentem muita nostalgia, pois passaram por maus momentos deixando suas casas.

Mansilla de la Sierra já foi a principal aldeia da região, chegando a abrigar mais de 500 moradores na década de 50. Com esse numero é possível mensurar o tamanho dessa remoção e realocação.

De acordo com Menéndez, a moradora que deu a entrevista, essas pessoas chegaram à nova vila “com uma mão na frente e outra atrás”, pois não ganharam novos lares. Muitos desses desabrigados tiveram que emigrar para outras regiões da Espanha.

Civilização antiga na Amazônia

Recentemente, algo similar ocorreu na Amazônia. Cientistas descobriram vestígios de uma antiga civilização. Tal descoberta só foi possível por causa do desmatamento moderno, que revelou marcas no solo, que denunciam que ali já tiveram algum tipo de estrutura criada pelo homem.

Através de fotos aéreas foi possível verificar 450 desses “desenhos” no estado do Acre e a Oeste da Amazonia brasileira. Arqueólogos encontraram poucos objetos nos locais e cientistas acreditam que esses locais não foram criados para moradias. E sim para criar clareiras em meio a floresta com o intuito de absorver matéria prima e animal de uma região longe de casa. Uma espécie de “supermercado” da antiguidade.