Uma nova estratégia vai ser adotada pela União Europeia para baixar as emissões de CO2 dos automóveis

Nessa semana, a UE (União Europeia) declarou que uma nova estratégia vai ser adotada para que  limites mais rigorosos,  sejam impostos em relação às emissões na atmosfera de CO2 pelos veículos, a partir de 2021 e 2030.

Essa decisão tem como objetivo que as emissões de poluentes, apresentem uma queda em torno de 30%, em comparação aos níveis encontrados em 2021, quando as normas atuais vão ser abolidas, e novas regras passarão a vigorar para diminuir o efeito estufa, provocado pelos automóveis que utilizam combustíveis fósseis.

A estimativa é que a diminuição seja de 15% até 2025, para que até 2030 se consiga chegar na meta estipulada de 30% de redução de emissão de poluentes. Considerando os níveis que eram encontrados no início da década de 90, a redução teria que ser de pelo menos 40%. Esse plano é uma parte fundamental da estratégia do bloco europeu, visando conseguir alcançar as metas firmadas no Acordo de Paris.

Essas ações incluem linhas de crédito para as montadoras de veículos, procurando incentivar a fabricação de unidades com níveis de emissões baixas ou inexistentes, como no caso dos veículos elétricos ou daqueles que usam outros combustíveis. Está previsto um investimento da Comissão Europeia de cerca de 880 milhões de euros, para ajudar nas mudanças que precisam ser feitas na fabricação de carros. A comissão também fará investimentos em torno de 200 milhões de euros, para que novas baterias sejam desenvolvidas.

As novas regras vão apresentar multas que podem chegar até 95 euros, para cada grama de CO2 que for emitido além do limite tolerado nos carros, registrados na época em que essa violação for verificada, podendo ocasionar multas muito altas caso ocorram essas violações. Foi estabelecido que o limite que irá ser tolerado para as emissões, será de 50 gramas de CO2 para cada quilômetro percorrido.

Houve uma enorme discussão na União Europeia, envolvendo as metas que foram firmadas pela Comissão, que encontrou uma grande oposição do setor automobilístico, até momentos antes da apresentação das metas, já que o setor as considera muito audaciosas.

As metas para o ano de 2025, segundo a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis, não vão apresentar tempo suficiente para que as trocas necessárias que foram firmadas, sejam realizadas.